terça-feira, 28 de junho de 2011

Lombradas da Clarice

Clarice Lispector fala umas coisas que eu não entendo ¬_¬

"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir,
de entrar em contato...Ou toca, ou não toca."

WTF é isso?? Quanto mais eu vivo mais eu vejo que as pessoas aprendem com o tempo... até sobre os próprios sentimentos.. nem a própria pessoa se toca sobre o que sente.. De "sentir".. ok... As pessoas sentem tão superficialmente..não se aprofundam nos seus sentimentos.. Entender é uma questão de inteligencia sim! Mas tbm de entrega gratuita..Precisa-se de no minimo uma profundidade de entendimento e sentimento sobre si mesmo para se entender os outros.. 

Essa Clarice..^_^

O ESPELHO!!!!

Para sentirmos bem, é preciso atualizarmos a mente, os pensamentos, os valores e a forma de encararmos os desafios. È mais fácil revoltarmos contra os outros, do que olharmos para dentro!

Paramos? Retrocedemos? Deixamos de lutar…..inseguranças cristalizadas…. sonhos abandonados…..princípios corrompidos….. Resultados frustados!!!!!

É hora de trocarmos as roupas, arrancarmos as máscaras e o mais difícil: Encararmos nós mesmos, no espelho da nossa vida!!! Olho por olho!! Sonho por Sonho! Você por você.

Antes de se entregar à derrota, levante a cabeça, se dê a oportunidade, vá à luta e coragem para enfrentar o desconhecido, com o pensamento: EU QUERO, PORTANTO EU FAÇO! E VOCÊ?

Bento Augusto

ATITUDE!!!

"Quanto mais eu vivo.. mais percebo a importância da ATITUDE, na vida de uma pessoa..
ATITUDE, para mim é mais importante do que os fatos..
É mais importante do que o passado,
a formação, o dinheiro,
as circunstâncias, os fracassos, o sucesso..
do que aquilo que as pessoas pensam,
dizem ou fazem..
É mais importante do que a aparência,
Dom ou talento..
Ela irá construir ou quebrar uma empresa, um lar..
A coisa mais importante é que temos a escolha a cada dia sobre qual ATITUDE iremos enfrentar esse dia..
Nós não podemos mudar nosso passado..
nós não podemos mudar o fato de que as pessoas irão agir de determinada maneira..
nós não podemos mudar o inevitável!
A única coisa que podemos fazer é FAZER com aquilo que temos :
com nossa ATITUDE!!"

A VIDA É 10% AQUILO QUE ACONTECE COMIGO E 90% COMO EU REAJO A ISSO..
E O MESMO É COM VOCÊ!

terça-feira, 8 de março de 2011

Relacionamentos - Rubem Alves

Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que, os casamentos (relacionamentos) são de dois tipos: Há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol.
Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me.
Para começar, uma afirmação de Nietzsche com a qual concordo inteiramente.
Dizia ele: “Ao pensar sobre a possibilidade do casamento, cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: Você crê que seria, capaz de conversar com prazer com esta pessoa até sua velhice”?
Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.

Sheerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme “O Império dos Sentidos”.
Por isso, quando o sexo já estava morto na cama e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites.

O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fosse música.
A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer.
Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ”Eu te amo...”

Barthes advertia: “Passada a primeira confissão, “eu te amo” não quer dizer mais nada. É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética”.
Recordo a sabedoria de Adélia Prado: “Erótica é a alma”.

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir sua “cortada”, palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar.

O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o  jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo.
Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca.
Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la.

Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui, ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra, pois o que se deseja é que ninguém erre. E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...

A bola: são nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras.

Conversar é ficar batendo sonho prá lá, sonho prá cá...

Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada.

Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão...
O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento.
Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração.

O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor...

Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...
RUBEM ALVES é educador, escritor, psicanalista e professor emérito da Unicamp.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Como facilitar a vida de um ateu.

kkkkkkkkkkkkkkk... me considero uma pessoa que sente a presença de Deus, mas de fato adoro uns questionamentos de ateus!!! Esse video é pra mostrar como todos tem um bom ponto..a diferença são de quais pontos nós partimos...acaba-se que a argumentação as vezes é uma coisa extremamente gratificante.. mesmo que não dê resposta alguma ^_^

Trecho do episódio 482 do 'Atheist Experience'. Estes caras são muito bons!!

Happiness is a warm gun. Or not.

Texto que cai como uma luva do blog http://freetim3.wordpress.com

Ok, deu a louca na blogueira! Não sei bem o motivo, mas ultimamente pedaços de letras de música têm parecido bons títulos para mim. Talvez seja minha falta de habilidade para nomear meus textos. Ainda bem que não sou a única a ter dificuldade com isso!

Quanto à música, é dos Beatles. E é bem legal. (Tenho um amigo que vai adorar isso… heheh!)
Estou escrevendo esse post porque em uma única semana fui “bombardeada” com questões de gente com “crise de felicidade”. Inclusive gente que queria saber como é que eu consigo ser feliz o tempo todo. A questão, na verdade, é que só tenho contato social quando estou bem. Quando não estou, estou inevitavelmente mal-humorada e simplesmente não quero ver nenhum ser-humano na minha frente, a não ser aquele que possa resolver o meu problema. Engraçado que quando há alguém que possa resolver o problema, é a última pessoa que encontro… Normalmente os solucionadores costumam ser um remédio pra cólica ou um café.

Bom, é evidente que não dá para ser feliz o tempo todo. Mesmo nos meus melhores momentos, continuo sendo um ser das cavernas pela manhã, antes de me alimentar (a comunicação se reduz a grunhidos e se eu for contrariada, podem virar rosnados e, quem sabe, um ataque de garras de dentes… é divertido, quer tentar? xD). E tenho TPM, cólica, computador que dá pau, internet que não funciona, mil coisas pra fazer num dia curto e absolutamente nada num dia longo.

"Summer of Happiness" by Bloddroppe
Mesmo com tudo certo, as pessoas se chateiam, se obrigam a aturar quem não gostam para manter o ambiente escolar/familiar/do trabalho suportável, se atulham de trabalho e não conseguem dar conta, fazem coisas erradas, levam bronca, fazem coisas certas e ninguém reconhece quando se quer reconhecimento. Fica doente, dá uma topada e quebra o pé. Briga com o cônjuge (fica/namorado/noivo/esposo/amante). Briga com a mãe, o pai, os amigos. Vê filme ruim. Todo dia acontecem coisas que nos deixam chateados, tristes, com raiva, de mal-humor… A culpa às vezes é nossa, às vezes não. A questão é: você vai realmente perder um dia inteiro por causa disso? Ok, se um parente próximo morre ou o amor da sua vida resolve que não quer mais olhar na sua cara, não dá mesmo pra ir dormir feliz. Acontece que o quanto você fica abatido por causa dos contratempos é, sim, culpa sua.

Do mesmo jeito que acontecem coisas ruins todo dia, todo dia acontece coisa boa também. Um e-mail, telefonema ou carta inesperados. Aquele colega que tem uma boa história. Um dia de sol quando você vai passar a tarde inteira saracoteando de um lado para outro da cidade. Terminar um trabalho, fazer algo divertido para passar o tempo, conseguir divertir alguém… Há uma infinidade de itens para essa lista! (para duas listas do gênero, confira aqui e aqui.) E adivinha a quem cabe se satisfazer com essas coisas e buscar ainda mais? Yep, a você.

Chavão de psicólogo, né? Mas é verdade.

Tudo quanto é psicólogo, pseudo-psicólogo, livro de auto-ajuda e adjacências diz que isso de tristeza e felicidade é coisa da nossa cabeça e cabe a nós controlarmos isso. Se é pra jogar o psicologês, pessoas com locus de controle interno são mais felizes que as de locus de controle externo. E sim, eu sei que só paguei uma cadeira de psicologia, mas isso foi comprovado por uma pesquisa, apesar de não precisar estudá-la para saber que funciona. Simplesmente aqueles que assumem a responsabilidade pelo que acontece em sua vida são mais felizes do que quem acha que a culpa é do outro, do emprego, do curso que é ruim, que aconteceu porque “deus quis”. Se a culpa é de qualquer outra coisa, é do passarinho que sujou o carro novo da sua avó, mas não sua, como é que você vai poder tomar as rédeas, ver o que pode ser resolvido e prosseguir? Vai esperar que o passarinho vá lá com uma flanela. Que o namorado venha pedir desculpas porque passou o dia assistindo aquelas coisas chatas que você não suporta e que ele nem ao menos sabia que você não suportava, que sua mãe venha lhe dizer o que fazer com o prato estraçalhado, a comida no chão da cozinha e o corte na sua mão, daonde o sangue sai em borbotões. Ou que deus venha do céu com uma luz luminosa e diga que vai tirar todo o peso dos seus ombros para que você tenha uma vida feliz. Vai fazer seu filho tomar consciência, parar de encher a cara e estudar para o vestibular. Dream on. (E eu nem gosto de Aerosmith.)

É. Resolver as coisas por si só dá uma satisfação danada. Ou pelo menos saber que quem tem que fazer algo é você, pode até ir conversar sobre o problema com outra pessoa que, dependendo de quem for, ainda vai dar aquela clareada nas opções e tornar as coisas mais fáceis para você resolver.

Além daqueles que deixam tudo nas mãos dos outros, tem os que resolvem que vai se anular pela felicidade alheia. Sempre. Já não é mais um samaritano, é um mártir. E o que é que os mártires fazem, além de sofrer a vida toda? Eu não sei e não tenho vontade de descobrir. E sim, acho que devemos, de vez em quando, fazer algo por alguém. Não por todo mundo, que o vizinho da irmã do cunhado da sua tia que só é sua tia porque se casou com seu tio não precisa que justo você mova mundos e fundos por ele. Se é pra fazer por alguém, que seja alguém mais próximo. Até porque o tal vizinho lá dificilmente faria o mesmo por você e sua família e seus amigos sim, capicce? Tem gente que eu sugeri que se tornasse mais egoísta, que pensasse pelo menos um pouco em si, porque já tinham se esquecido de que eram pessoas com vontades e necessidades como todo o resto da população humana.

Além, claro, daqueles que acham que quando tiverem aquela quantidade x de coisas, aí sim vai ser feliz. Essas esquecem que quando tiverem aquilo, vão querer mais. Quando comprarem o primeiro apartamento quarto-e-sala vão sentir saudades do conforto da casa dos pais e vão querer mais espaço. Um lugar com escritório, quarto de hóspedes, umas plantinhas. Depois um jardim, um quintal, uma piscina, 5 cachorros e 13 gatos. Vão casar, aí vão querer ter filhos. Pode ser que não, mas se quiserem e tiverem filhos, vão querer dar o melhor pra eles, vão querer boas escolas, boas notas, curso de inglês, aula de natação, boa faculdade, bom emprego, netinhos para mimar, vão querer que sejam pessoas responsáveis, educadas, conscientes… Vai dizer que termina um dia?

Eu gosto muito da metáfora de que a vida é uma estrada. E tem gente que acha que só vai ser feliz quando chegar ao fim dela. Como assim? Vai esperar morrer? Porque é o que acontece quando chegamos ao fim e depois disso não tem mais nada. A tal estrada é cheia de curvas, múltiplos caminhos a serem escolhidos, cruzamento com outras estradas… Se o passeio não for divertido, estamos lascados! Imagina aí 72 anos (a longevidade média do brasileiro) sofrendo na vida?

Eu escrevi esse post pra servir de puxão de orelha. Não exatamente para quem veio falar comigo a respeito, porque as orelhas que precisavam ser puxadas estão devidamente vermelhas e ligeiramente inchadas. Talvez para mim mesma, num momento futuro, quando eu começar a me deixar abater por qualquer coisinha à-toa que venha a acontecer. Como o período de aulas deve recomeçar dentro de pouco tempo, acredito que não vá demorar até que eu precise ler esse post.

** Coloquei a letra de “Dream on” só porque falei de Aerosmith. O que eu quis dizer foi “vai sonhando”.