segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Como facilitar a vida de um ateu.

kkkkkkkkkkkkkkk... me considero uma pessoa que sente a presença de Deus, mas de fato adoro uns questionamentos de ateus!!! Esse video é pra mostrar como todos tem um bom ponto..a diferença são de quais pontos nós partimos...acaba-se que a argumentação as vezes é uma coisa extremamente gratificante.. mesmo que não dê resposta alguma ^_^

Trecho do episódio 482 do 'Atheist Experience'. Estes caras são muito bons!!

Happiness is a warm gun. Or not.

Texto que cai como uma luva do blog http://freetim3.wordpress.com

Ok, deu a louca na blogueira! Não sei bem o motivo, mas ultimamente pedaços de letras de música têm parecido bons títulos para mim. Talvez seja minha falta de habilidade para nomear meus textos. Ainda bem que não sou a única a ter dificuldade com isso!

Quanto à música, é dos Beatles. E é bem legal. (Tenho um amigo que vai adorar isso… heheh!)
Estou escrevendo esse post porque em uma única semana fui “bombardeada” com questões de gente com “crise de felicidade”. Inclusive gente que queria saber como é que eu consigo ser feliz o tempo todo. A questão, na verdade, é que só tenho contato social quando estou bem. Quando não estou, estou inevitavelmente mal-humorada e simplesmente não quero ver nenhum ser-humano na minha frente, a não ser aquele que possa resolver o meu problema. Engraçado que quando há alguém que possa resolver o problema, é a última pessoa que encontro… Normalmente os solucionadores costumam ser um remédio pra cólica ou um café.

Bom, é evidente que não dá para ser feliz o tempo todo. Mesmo nos meus melhores momentos, continuo sendo um ser das cavernas pela manhã, antes de me alimentar (a comunicação se reduz a grunhidos e se eu for contrariada, podem virar rosnados e, quem sabe, um ataque de garras de dentes… é divertido, quer tentar? xD). E tenho TPM, cólica, computador que dá pau, internet que não funciona, mil coisas pra fazer num dia curto e absolutamente nada num dia longo.

"Summer of Happiness" by Bloddroppe
Mesmo com tudo certo, as pessoas se chateiam, se obrigam a aturar quem não gostam para manter o ambiente escolar/familiar/do trabalho suportável, se atulham de trabalho e não conseguem dar conta, fazem coisas erradas, levam bronca, fazem coisas certas e ninguém reconhece quando se quer reconhecimento. Fica doente, dá uma topada e quebra o pé. Briga com o cônjuge (fica/namorado/noivo/esposo/amante). Briga com a mãe, o pai, os amigos. Vê filme ruim. Todo dia acontecem coisas que nos deixam chateados, tristes, com raiva, de mal-humor… A culpa às vezes é nossa, às vezes não. A questão é: você vai realmente perder um dia inteiro por causa disso? Ok, se um parente próximo morre ou o amor da sua vida resolve que não quer mais olhar na sua cara, não dá mesmo pra ir dormir feliz. Acontece que o quanto você fica abatido por causa dos contratempos é, sim, culpa sua.

Do mesmo jeito que acontecem coisas ruins todo dia, todo dia acontece coisa boa também. Um e-mail, telefonema ou carta inesperados. Aquele colega que tem uma boa história. Um dia de sol quando você vai passar a tarde inteira saracoteando de um lado para outro da cidade. Terminar um trabalho, fazer algo divertido para passar o tempo, conseguir divertir alguém… Há uma infinidade de itens para essa lista! (para duas listas do gênero, confira aqui e aqui.) E adivinha a quem cabe se satisfazer com essas coisas e buscar ainda mais? Yep, a você.

Chavão de psicólogo, né? Mas é verdade.

Tudo quanto é psicólogo, pseudo-psicólogo, livro de auto-ajuda e adjacências diz que isso de tristeza e felicidade é coisa da nossa cabeça e cabe a nós controlarmos isso. Se é pra jogar o psicologês, pessoas com locus de controle interno são mais felizes que as de locus de controle externo. E sim, eu sei que só paguei uma cadeira de psicologia, mas isso foi comprovado por uma pesquisa, apesar de não precisar estudá-la para saber que funciona. Simplesmente aqueles que assumem a responsabilidade pelo que acontece em sua vida são mais felizes do que quem acha que a culpa é do outro, do emprego, do curso que é ruim, que aconteceu porque “deus quis”. Se a culpa é de qualquer outra coisa, é do passarinho que sujou o carro novo da sua avó, mas não sua, como é que você vai poder tomar as rédeas, ver o que pode ser resolvido e prosseguir? Vai esperar que o passarinho vá lá com uma flanela. Que o namorado venha pedir desculpas porque passou o dia assistindo aquelas coisas chatas que você não suporta e que ele nem ao menos sabia que você não suportava, que sua mãe venha lhe dizer o que fazer com o prato estraçalhado, a comida no chão da cozinha e o corte na sua mão, daonde o sangue sai em borbotões. Ou que deus venha do céu com uma luz luminosa e diga que vai tirar todo o peso dos seus ombros para que você tenha uma vida feliz. Vai fazer seu filho tomar consciência, parar de encher a cara e estudar para o vestibular. Dream on. (E eu nem gosto de Aerosmith.)

É. Resolver as coisas por si só dá uma satisfação danada. Ou pelo menos saber que quem tem que fazer algo é você, pode até ir conversar sobre o problema com outra pessoa que, dependendo de quem for, ainda vai dar aquela clareada nas opções e tornar as coisas mais fáceis para você resolver.

Além daqueles que deixam tudo nas mãos dos outros, tem os que resolvem que vai se anular pela felicidade alheia. Sempre. Já não é mais um samaritano, é um mártir. E o que é que os mártires fazem, além de sofrer a vida toda? Eu não sei e não tenho vontade de descobrir. E sim, acho que devemos, de vez em quando, fazer algo por alguém. Não por todo mundo, que o vizinho da irmã do cunhado da sua tia que só é sua tia porque se casou com seu tio não precisa que justo você mova mundos e fundos por ele. Se é pra fazer por alguém, que seja alguém mais próximo. Até porque o tal vizinho lá dificilmente faria o mesmo por você e sua família e seus amigos sim, capicce? Tem gente que eu sugeri que se tornasse mais egoísta, que pensasse pelo menos um pouco em si, porque já tinham se esquecido de que eram pessoas com vontades e necessidades como todo o resto da população humana.

Além, claro, daqueles que acham que quando tiverem aquela quantidade x de coisas, aí sim vai ser feliz. Essas esquecem que quando tiverem aquilo, vão querer mais. Quando comprarem o primeiro apartamento quarto-e-sala vão sentir saudades do conforto da casa dos pais e vão querer mais espaço. Um lugar com escritório, quarto de hóspedes, umas plantinhas. Depois um jardim, um quintal, uma piscina, 5 cachorros e 13 gatos. Vão casar, aí vão querer ter filhos. Pode ser que não, mas se quiserem e tiverem filhos, vão querer dar o melhor pra eles, vão querer boas escolas, boas notas, curso de inglês, aula de natação, boa faculdade, bom emprego, netinhos para mimar, vão querer que sejam pessoas responsáveis, educadas, conscientes… Vai dizer que termina um dia?

Eu gosto muito da metáfora de que a vida é uma estrada. E tem gente que acha que só vai ser feliz quando chegar ao fim dela. Como assim? Vai esperar morrer? Porque é o que acontece quando chegamos ao fim e depois disso não tem mais nada. A tal estrada é cheia de curvas, múltiplos caminhos a serem escolhidos, cruzamento com outras estradas… Se o passeio não for divertido, estamos lascados! Imagina aí 72 anos (a longevidade média do brasileiro) sofrendo na vida?

Eu escrevi esse post pra servir de puxão de orelha. Não exatamente para quem veio falar comigo a respeito, porque as orelhas que precisavam ser puxadas estão devidamente vermelhas e ligeiramente inchadas. Talvez para mim mesma, num momento futuro, quando eu começar a me deixar abater por qualquer coisinha à-toa que venha a acontecer. Como o período de aulas deve recomeçar dentro de pouco tempo, acredito que não vá demorar até que eu precise ler esse post.

** Coloquei a letra de “Dream on” só porque falei de Aerosmith. O que eu quis dizer foi “vai sonhando”.

FELICIDADE REALISTA

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão.

Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo, juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.

Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.

A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.

Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz.

Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

[Mário Quintana]

Arnaldo Jabor - A dificil missão de Dilma Rousseff

Arnaldo Jabor - O Estado de S.Paulo

"Dilma faz isso, Dilma faz aquilo... Dilma, corta o cabelo! Dilma se maquia mais rosadinha! Dilma você está sem emoção, tem de passar mais verdade... Dilma, seu sorriso não está sincero... Dilma isso, Dilma aquilo..."
(Coitada da pobre senhora que, canhestramente, segue as ordens do patrão e dos petistas que a usam para ficar eternamente em seus buraquinhos ou para realizar o que seria a torta caricatura de um vago socialismo, que não passa de uma reles aliança com a banda podre do PMDB.)

"Dilma, não fale nada de novo sobre aborto que você já deu uma entrevista na TV e agora não adianta desmentir. Dilma, ajoelha, isso, sei que está cansada, mas ajoelha e faz cara de religiosa devota de Nossa Senhora Aparecida; Dilma, eu sei que você é ateia, que para você a religião é o ópio do povo, mas, dane-se, ajoelha e reza, mas não fica com a cara muito em êxtase feito uma madre Teresa de Calcutá, não, que eles desconfiam. Dilma, levanta e vai confessar e comungar, mas não conte tudo ao padre, não, porque esses padres de hoje não são confiáveis e podem fazer panfletos. Dilma isso, Dilma aquilo!... Sei que foi duro para você, bichinha, ser preterida pela Marina, tão magrinha, uma top model do seringal , sabemos de tudo que você tem sofrido, mas você é uma revolucionária e tem de aguentar as intempéries para garantir os empregos de tantos militantes que invadiram esse Estado burguês para "revolucionar" por dentro. Viu, Dilma? Feito ensinou aquele cara italiano, que os comunas vivem falando, o tal de Gramsci... só que nosso Gramsci é o Dirceu.... ah ah... Você tem de esquentar minha cadeira ate 2014, pois você acha que vou ficar de pijama em São Bernardo?"
Aí, chegam os marqueteiros, escondendo sua depressão, pois o segundo turno não estava em seus planos de tomada do poder:
"Dilma, companheira, esculacha bem o FHC e o Serra , pois você pode inventar os números que quiser, porque ninguém confere. Diz aí que nós tiramos 28 milhões de brasileiros da miséria! Claro que é mentira, pô, mas diz e esconde que foi o governo do FHC que inventou o Bolsa Família e negue com todas as forças se disserem que o Plano Real tirou 30 milhões da faixa de pobreza, quando acabou com a inflação. Esqueça no fundo de tua mente que a inflação só ameaçou o Plano Real quando Lula barbudo ia vencer... Mas, quando o Duda escreveu a cartinha do Lulinha "paz e amor", a inflação voltou ao normal.

Dilma, você tem de negar em todos os debates que o PT tentou impedir o Plano Real no STF, assim como não assinou a Constituição de 88 para não compactuar com o "Estado burguês"; todos têm de esquecer que fomos contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, que demos força a todos os ladrões que pudemos para manter as alianças para nosso poder eterno, pois as ordens do companheiro Dirceu ("sim, doutor Dirceu, como está? Estamos ensinando aqui à dona Dilma suas recomendações...") eram: atacar tudo do governo FHC, mesmo as coisas inegavelmente boas. Dilma, afirme com fé e indignação que as "privatizações roubaram o patrimônio do povo", mesmo sabendo que a Vale, por exemplo, quando foi privatizada em 97 valia 8 bilhões de reais e que hoje vale 273 bilhões, que seu lucro era de 756 milhões e que agora é de 10 bilhões, que seus empregados eram 11 mil e que agora emprega 40.000. Mesmo sabendo que a Embraer entregava 4 jatos em 97 e que agora entrega 227, que a telefonia não existia na Telebrás e que agora quase todos os brasileiros têm celular. Não podemos divulgar, mas a telefonia privatizada aumentou o número de telefones em 2.500 por cento... Isso. Mas, não diga nada... Pode citar número quanto quiser que ninguém confere... diga que os municípios têm saneamento básico, quando metade deles não tem esgoto nem água tratada, depois de nossos oito anos no poder... Pode dizer o que quiser. Viu o belo exemplo do Gabrielli, que ousou dizer que o FHC queria que a Petrobras morresse de inanição e que o Zylberstajn era a favor da privatização do pré-sal"? Ninguém contesta, mesmo sendo publicado o que FHC escreveu na época, dizendo que "nunca privatizaria a Petrobras". Diga sempre que a culpa é das "elite", que o povão do Bolsa acredita... Dilma, faz isso, faz aquilo... Dilma, sobe no palanque, desce do palanque..."

(Eu acho que Dilma é uma vítima. Uma "tarefeira" do narcisismo de Lula. Agora que Dilma não tem mais certeza de que vai vencer, seu semblante é repassado por uma vaga inquietude. Gente autoritária odeia dúvidas, porque a dúvida não é "de esquerda"; a dúvida é coisa de pequenos burgueses - como dizia Marx: "Pequeno burguês é a contradição encarnada." Lula também odeia dúvidas...Ele fica retumbante quando vitorioso, mas sua cara muda com fracassos. Lembram do seu pior momento, quando explodiu o mensalão?

Agora Lula está deprimido de novo, o PMDB está angustiado, querendo trair, como mostra a cara do candidato a vice-presidente, o mordomo inglês de filme de terror... Lula teme a derrota, como se caísse de volta na linha de pobreza que ele diz que interrompeu. Talvez no fundo, Dilma tema a própria vitória, porque terá de aguentar o PMDB exigindo coisas, Força Sindical, CUT, ladrões absolvidos, renunciados, cassados, novos corruptos no poder, novas Erenices, terá de receber ordens do comissário do povo Dirceu, terá de beijar e gostar do Sarney, Renan, Collor, seus aliados. Vai ter de beijar com delícia o Armadinejad, o beiçudo leão de chácara Chávez, o cocaleiro Evo, com o MST enfiando bonés em sua cabeça, vai ter de aturar as roubalheiras revolucionárias dos fundos de pensão que já mandaram para o Exterior bilhões em contas secretas.

Coitada da Dilma - sendo empurrada com a resignação militante, para cumprir ordens, tarefas, como os militantes rasos que pichavam muros ou distribuíam panfletos. Dilma às vezes dá a impressão de que não quer governar... Ela quer sossego, mas não deixam...
Como é que fazem isso com uma senhora?

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Identidade - Brasil!

Mais um periodo de eleições chegou ao fim... e tenho refletido sobre as consequencias das politicas nacionais nos ultimos anos no que tange ao governo que deve escolher/analizar continuar ou não os projetos do antecessor. E pra isso as vezes faço uma retomada do momento que considero onde o Brasil começou a se reconstruir com a visão nacional sobre seus passos.. após as 2 grandes guerras.

Falando de um Brasil pós guerra, em processo de definir aliados e reconstrução interna, depois de assinados todos os tratados, convenções estabelecidas, acordos comerciais firmados, estas relações exteriores possibilitaram ao Brasil pós guerra ser reconhecido em soberania e em nação emergente perante outros paises como uma voz influente; e olhem que este "influente" não significa importante, mas que sim deve ser um ente "observado".. pois sua força poderá ou não ser significativa para aqueles que calculam a sua possivel importância ou peso no futuro.

Tivemos a ditadura; que sempre tenho em mente não se igualar a outras ditaduras mundiais muito mais vorazes, carnivoras, que chegaram a se misturar com os facismo e obceção comunista dos nazistas, com os KrhamersVermelhos de Pol Pot e seus assassinatos que deram origens a primeira imagem do terrorismo no mundo. No Brasil ela foi igualmente sanguinária, e uma das noções que tenho de impactos sempre me lembro das reformas na saude e na escola pelos militares, e a morte da democracia ativa, a democracia de voz, de façes representantes, de posições sem medo, pela censura e pela perseguição politica.

Temos depois a mudança na Constituição Federal..a primeira eleição por voto direto deve ter uma margem de 30 anos!! Um jovem praticamente.. com uma vida toda de noções pra aprender e desenvolver..

A mudança do plano Cruzado, para o Cruzeiro, depois para o Cruzeiro Real e assim por fim ao Real. Eu acertei essa listagem direito? Pois na minha mente esse processo para memorizar é uma bagunça, como foi igualmente o processo de modificação destes planos, da moeda em circulação, da equiparação de valores, taxas e juros. Este momento foi a erupção descontrolada da inflação, onde até a sua calma dava medo. O plano real a extinguiu? Não.. ela só está pouco ativa para ser significante.

As privatizaçõs!!  Porque eu as deixei para este momento sendo que elas se deram em larga escala na ditadura? Porque foi neste momento que aconteceu a mistura das privatizações com as desestatizações, bem sucintamente digo que o primeiro é dar para terceiro interessado a primazia de controle de empresa estatal, transformando-a em privada (mas não totalmente.. existem as excessões) e o seguindo é o Estado designar ao dominio de outro o controle de empresa estatal que o estado não pode/quer mais administrar. Em ambos os casos não é meramente um caso de posse.. Do que adianta uma empresa na mão do Estado com servidão à população com uma administração insuficiente? De que adianta tantas posses sendo que a gerencia delas se dá de forma precária? A privatização não é um tabu, nem a desestatização.. o foco é passar a administração pra quem realmente se mostra competente para faze-lo..privatizando.. ou não!

E agora??? Bom.. mesmo que eu no meu humilde conhecimento destrinchado sem ajuda "googlocônina" nesta madrugada; eu tenha esquecido de mencionar alguma fase importante dentro destas ultimas decadas; o que eu gostaria de colocar é que não consigo definir mais nada depois do plano real! A democracia morreu à anos atrás.. hoje o que temos é uma breve brisa que sopra tentando levantar novamente as massas... Ao meu ver a democracia é um ser vivo, um corpo que pega forma conforme seu povo a provoca.. Não meramente aquela democracia determinada por lei.. democracia na lei . é lei... a democracia no mundo é sinonimo geral de liberdade amparada.. a democracia da nação quem faz e dá sua cara e digital é seu povo.

A politica hoje defendida por parâmetros partidários nunca tinha sido o problema, mas a forma da politica exercida e passada de professor a tutelado, de politico a politico, tem mudado a imagem partidária a deixando as bases politicas definitivamente impartidárias... A politica se mistura... ideiais X e Y são politica.. direita e esquerda são politica.. mas conforme se nota, hoje partidos as vezes brigam para defender a mesma coisa, litigando apenas a forma partidária de como se prefere agir, esquecendo-se que não são os interesses partidários que estão em jogo.. nunca foram.. os partidos representam as várias facetas da vontade do povo.. hoje em nome do povo eles estão representando suas próprias facetas!

E que diabos é essa politica de bandaids que estão colocando por baixo dos panos exalando o nome da politica do "Bem Estar Social"? Tudo bem.. bolsas, beneficios, vales-isso, vales-aquilo... mas e ai? Serão mais 50 anos com todo mundo vivendo de bem estar social e ninguém se importando que politicas novas sejam criadas; não para  que "o pobre possa se sentir menos pobre, sendo feliz, e continuando sendo pobre"; mas pra fazer o ser humano através do Estado ter uma vida que possa crescer sempre material e intelectualmente; e não estagnar!

Não é culpa SÓ do Estado..confesso..pego processos onde vejo relatos de pais que colocam seus filhos pra estudarem para terem acesso aos beneficios.. mas o estudar pra eles é meramente "vá pra escola" .. se seus filhos estudam ou não.. estes pais não estão muito preocupados... Ah sim.. quando estão preocupados, é a escola que não consegue passar a educação adequada para as crianças pois toda a sua estrutura está defasada! Vejo processos na área trabalhista onde as pequenas e micro empresas estão tendo problemas para a contratação via carteira assinada de seus funcionários, pois se ultrapassarem certa quantidade de valor declarado estes trabalhadores perdem os beneficios que conseguiram do Estado!

Ah os Impostos!! O brasileiro adora pagar impostos.. aliás adora também dar esmola para pedinte em sinal de compromisso..declarando mentalmente "fizemos nossa parte", mas o que o pedinte faz com esse dinheiro eles nunca se perguntam.. afinal "eles fizeram sua parte".. Osho ja dizia que somos culpados pela forma como nosso redor se desestrutura e se corrompe.. isso não acontece somente por ações diretas e omissivas, mas também por ações irresponsáveis. Somos irresponsáveis com os nossos tributos da mesma forma que somos irresponsáveis por não querer pensar onde o pedinte levará o dinheiro que voce lhe deu, não porque lhe demos algo que pediu, mas porque não pensamos, não nos perguntamos qual nosso papel nessa relação.

Quando penso em palavras para definir o momento de hoje da nossa politica nacional, fico carente. Sempre tenho a sensação de estar em uma época medieval, com o povo vivendo com medo de se impor, se rebelar, de falar; de que o Poder Tripartido (que olhe só.. hoje representado pelo Executivo, Legislativo e Judiciário!!) ofereça ao povo novamente o que lhe interessa, e não o que se precisa..então me pergunto, onde está a democracia de fato? Os aspectos para as mudanças existem aos montes, mas a sensação de empurrar com a barriga, de governo a governo..é intrinseca. As mudanças benéficas que sinto estarem acontecendo para a população não vejo como sendo fruto da conquista da democracia, mas sim como um banquete aos pobres para que estes fiquem felizes com a humildade de seu rei de lembrarem deles!

Sim sei.. meu texto já está ficando utópico e pretendo parar por aqui..só quero mostrar que existe uma relação viciosa entre o Estado e seu povo brasileiro nos dias de hoje.. uns chamam de problema cultural, outros colocam o motivo do problema na pequena idade democrática que o pais tem hoje, ja ouvi que um dos problemas é que a democracia se extinguiu em sua essencia e que hoje está corrompida.. é como ter um computador de ultima geração com uma peça defeituosa, peça esta, unica, que gera seu funcionamento e sua logistica; e tambem já escutei que tudo é culpa dos Portugueses!

Em suma; a população se manifesta na base do que o Estado oferece a sua aceitação, o Estado oferece a margem de reclamação e aceitação condiconando ao povo insconscientemente as medidas de reclamação...isso não é observado à olhos nus.. é uma questão de sensação.. uma guerra de informações, de observar o sorriso do dono com o cachorro passeando em copacabana, e saber que somos nós quem colocamos os donos na outra ponta de nossa coleira. Chego a pensar que existe uma censura intelectual pairando pelas nossas cabeçlas e que passa despercebida; como várias leis que legislam "lobos em pele de cordeiro" que estão sendo promulgadas nos dias de hoje.

Hoje o Brasil está em um processo de mutação desenfreada em tantos campos; que, não há foco, não há propósito..se acham que eu serei aquela que darei o gatilho para se pensar em algum, estão enganados, quanto mais penso mais confusa fico. Só sei que tudo gera do interesse do povo. O Brasileiro não é burro, ele é desperdiçado, ele é subjulgado, a ele lhe é dado a felicidade e comodidade de ser pobre por vias de bonificações Estatais por não quere oferecer estudo, salários dignos, uma reestruturação monetária interna, menos corrupção..uso correto e fiscalizado dos tributos (por quem? não sei.. sinto que se dermos o poder pra outrem, este ser será um 4°/5° poder ao lado dos já existentes!). Será que é culpa dos Portugueses? (mas denovo?) Não .. a culpa é nossa... brasileiros, e está passando da hora de agir com responsabilidade e de começarmos a ser responsaveis pelas consequências que estão se gerando, e abraçando a todos como um câncer.

domingo, 5 de setembro de 2010

Eleições 2010: Dilma X Serra

Cada um dos defeitos e maus propósitos de José Serra e seu PSDB são multiplicados e piorados pelo projeto político do PT a níveis inimagináveis, aparentado que é com o projeto de Lênin.

"Quem não tem visão bate a cara contra o muro".Raul Seixas


Eu tenho um punhado de razões para não confiar em José Serra e mesmo não gostar de seu estilo autoritário. Nem do seu socialismo, que impiedosamente elevou impostos em São Paulo e impôs decisões perfectibilistas e autoritárias sobre os costumes da população em banalidades, como o hábito de fumar. Nem de seu projeto de poder, que faz do Estado um monstro que quer servir de instrumento de distribuição de renda, sacrificando a ética da propriedade privada e da meritocracia, instituindo o roubo institucional. Minha própria visão de Estado é aquela que vigorou na Era Vitoriana e bem sei que ela foi soterrada pelo aterrorizante século XX, tempo em que o Estado liberal foi assassinado pelos socialistas de todos os matizes.

Nem por isso vou gostar da alternativa posta para a continuidade lulista de Dilma Rousseff. O projeto de poder do PT é muito mais atroz, muito mais monomaníaco, tem propósitos claramente totalitários. Cada um dos defeitos e maus propósitos de José Serra e seu PSDB são multiplicados e piorados pelo projeto político do PT a níveis inimagináveis, aparentado que é com o projeto de Lênin. O PT lidera o consórcio entre as forças revolucionárias que restaram dos anos sessenta, do sindicalismo mais mafioso formado nos anos oitenta e dos interesses da plutocracia rentista inescrupulosa. Não ao acaso abundam recursos na campanha da Dilma Rousseff e mínguam na de José Serra. Dilma é a candidata dos muito ricos.

Então não podemos confundir ambas as candidaturas na sua capacidade malfazeja para a liberdade e o respeito aos direitos individuais. Sem qualquer sombra de dúvida o projeto do PT é malicioso e pernicioso sob todos os aspectos, com o agravante de que o PT não deseja e tentará impedir por todos os meios a alternância de poder. Não querem mais largar a rapadura. O PT, se puder, imporá uma ditadura.

Tenho a convicção de que o projeto totalitário do PT chegará ao apogeu com Dilma Rousseff. A fase de acumulação de força terá sido superada e o PT, com a grande bancada que, parece, fará, terá o seu comando no futuro Congresso Nacional, poderá realizar todas as modificações que inventar, inclusive aquelas de natureza constitucional. Os democratas do Brasil correm perigo, as liberdades correm perigo. Eu sinto que caminhamos para um período tenebroso da nossa vida política com a possível vitória da candidata da situação.

Uma quase impossível vitória de José Serra daria continuidade ao que está posto, mas sem o anseio totalitário do PT. Por isso é um erro absoluto achar que é indiferente se um ou outro ganhar, por mais que alguns aspectos formais do seu socialismo se aproximem, bem como a união da origem comum de muitas de suas lideranças. A ala patrimonialista que apóia Dilma, aquela do PMDB de Sarney, Collor e Renan Calheiros, não teria nenhum problema moral de aderir a Serra, mesmo antes da posse. Serra mudaria integralmente a política exterior e cortaria qualquer cooperação com forças políticas revolucionárias ativas, como as FARC. E reaproximaria o Brasil dos EUA. Veja-se que são matérias substantivas as que separam ambas as candidaturas.