sexta-feira, 14 de maio de 2010

Become or Beware: Suicide Girls


O nome, ja de cara digo que não tem nada a ver com o que se pensa em primeira mão; foi dado primeiramente às mulheres esqueitistas de Portland pelo escritor Chuck Palahniuk, nos Estados Unidos, autor do livro chamado "Survivor".

Posteriormente o termo foi adotado por um site de "light pornô", que em suma traz notícias, entrevistas e; razão de sua popularidade; belas garotas que desfilam nuas, exibindo, além do óbvio, tatuagens e piercings, no melhor estilo gótico de ser. Onde estas mesmas garotas se divertem, trocando mensagens, marcando eventos e promovendo concurso de belezas.

Parece unânime a opinião de que, o que define arte erótica da pornografia atual, são suas finalidades e objetivos de publicação; se incitam a participação do público pela excitação sexual ou se solicitam a participação apenas indireta deste público (uma cumplicidade a distância.) O que vem causando grandes discussões sobre o que vou aprsentar a seguir... seria arte, pornografia, liberdade autêntica? Liames e mais liames...



O que importa é que esta tem sido uma das comunidades online que mais crescem no mundo. Chega mesmo a rivalizar com o My Space, chegando ao que possivelmente é o que há de mais próximo de uma fronteira entre a arte, o erotismo e pornografia: o site americano Suicide Girls!!!



Em tese é uma compilação de fotos tiradas dos ensaios mais underground da web. Suicide Girl é o site que se especializou em tirar a roupa daquelas garotas que você só costuma ver em shows de rock ou ambientes bem undergrounds, vale registrar que nem todas as garotas fotografadas são um primor de beleza, mas são todas bem radicais. Aqui não tem vez aquela meninha mimada e com jeitinho meigo, e sim aquele tipo de garota que te convida para beber tequila e ir ao show do Slipknot.

O site foi criado em Setembro de 2001 por "Missy e Sean".. só isso ^_^ (tentei encontrar os sobrenomes massss...) como um foco underground onde o privilégio era a manutenção e o louvor ao punk-sexy. A proposta é simples: explorar belezas femininas fora dos padrões fashion, a beleza da geek, da nerd e da punk-rocker crivada de piercings e tatuagens (basicamente: todas aquelas meninas que na época da escola só coleccionaram desgostos em suas auto-estimas).



Os caras conseguiram fazer disso seu conceito editorial, a coisa estourou de tal forma que transformaram-no em griffe - vendem de bottons a DVDs, passando por roupas de yoga da marca. Em final de 2003, consolidou-se como agência de modelos e revista eletrônica, abandonando o submundo, cujo formato sustenta uma saúde previsivelmente estável. Mas o que os colocam sempre em evidência são os usos e finalidades de seus, belíssimos (em sua maioria), ensaios fotográficos.



O Suicide Girls coloca-se como uma nova forma de apresentar o erotismo feminino.. uma nova Playboy e, tal como sua mentora, direciona suas imagens à comercialização, convidando todos seus consumidores à usufruírem, a pouco mais de 45 dólares anuais, de suas garotas, tanto em forma de admirar a arte como fomentadores de uma pornografia alternativa. Essa dualidade de intenções distorce um pouco a questão do pornô como vulgaridade; aliás, seria toda pornografia vulgar? O Suicide Sirls em sua maioria é uma forma de se conceituar sim como pornografia gentil..mas o que fica claro é que todas as intenções não são puramente artísticas, provocadoras do erotismo.

Quanto à relação editorial-artística, trabalham com um grupo de fotógrafos representantes encontráveis em quase todo o mundo; todos devem explorar as tendências do rock'n roll desde o mais clássico às mais recentes modas emocore - a música entra aqui como principal filosofia e coerência artística. Devem manter o mote gótico e dar boas vistas às body mods, abraçando tudo à frescura do clean e a um colorido "à la Barbie" na velha e deliciosa provocação dominadoras-dominadas (clean dominatrix). Tudo numa releitura por este século XXI. É o que faz crescer espantosamente o número de assinantes e de modelos.



O Suicide Girls também tem gerado uma nova consequencia social, mesmo que a passos discretos.. a de que a beleza underground é sim digna de holofotes, e que não só os undergrounds ou simpatizantes possuem a oportunidade de se revelarem, muitas garotas têm moldado suas expectativas em torno de atitude, autonomia, beleza, força e autenticidade la emoldurados, quebrando aos poucos as regras de que só X ou Y seriam sinônimos de beleza. E para isso não precisam ser uma Suicide Girls.. basta ter a atitude que elas tanto valorizam..

Mesmo com toda a sua carga de Voyeurismo, os seus finos liames entre a arte e a pornografia, Suicide Girls vem abrindo portas para um novo gênero, dando seu nome ao estilo.. e com certeza vem muito mais por ai!!!

Para ter acesso total ao site (e a todas as moças ^_^), é preciso pagar. Nada de exorbitante. Apenas quatro dólares por uma assinatura mensal.

Site:: http://suicidegirls.com/

Mas, como aperitivo, há uma galeria de 200 fotos grátis aqui!!
http://suicidegirls.com/join/gallery/

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